domingo, 17 de maio de 2009

Congressos de Pastores-C.M.C.




Congresso de Pastores de 2008-Caraguatatuba





Congresso de Pastores de 2007-Atibaia


Congresso de Pastores de 2006

Congresso de Pastores de 2005

Congresso de Pastores de 2004

terça-feira, 12 de maio de 2009

Assembléia de Ferramentas

Conta-se que em uma marcenaria foi realizada uma estranha assembléia, uma reunião de ferramentas. As ferramentas se reuniram para acertar suas diferenças porque naquela marcenaria as ferramentas tinham problemas entre elas. O martelo então pegou a presidência da reunião e presídio a reunião mas imediatamente os participantes disseram: - você tem que renunciar, não pode ser o presidente desta reunião: Então perguntou o martelo – Porque não posso ser o presidente da reunião? - porque você faz muito barulho respondeu os participantes, alem do mais você passa todo o tempo golpeando batendo você não é a pessoa certa, e o martelo reconheceu sua culpa, mas também ele disse: - Quero que o parafuso seja expulso, porque o parafuso da muitas voltas para conseguir alguma coisa, daí diante do ataque o parafuso concordou e disse: - Ele tem razão , mas eu também quero pedir a expulsão da lixa, porque a lixa e muito áspera no tratamento com os demais, a lixa esta sempre em atrito. A lixa por sua vez, acatou e entendeu, mas disse: - Eu renuncio com uma condição? que vocês expulsem o metro porque ele vive medindo todo mundo, segundo a sua medida só ele e perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro pegou o material as ferramentas e começou a trabalhar, utilizou o martelo o parafuso a lixa e o metro e finalmente a rústica madeira se tornou um móvel fino e lindo, quando ele terminou fechou a marcenaria e foi embora. A assembléia voltou foi então que o serrote tomou a palavra e disse: - Senhores ficou demonstrado que todos temos defeitos mas o marceneiro trabalha com as nossas dificuldades, com os nossos pontos valiosos assim não pensemos mais nos nossos pontos fracos mas sim nos nossos pontes fortes. A assembléia entendeu que o martelo era forte que o parafuso unia e dava força que a lixa era especial para animar e afinar as asperezas e o metro era preciso e exato para fazer tudo bem feito. Eles se sentiram uma equipe capaz de produzir moveis de qualidade, sentiram alegria, enxergaram a oportunidade o privilégio e a honra de poder trabalhar juntos.

Ap.Rubens
Casa Apostólica Cristo Centro

Não poderia deixar de colocar aqui algo que falou muito em meu coração,espero que traga edificação a todos

domingo, 10 de maio de 2009

Dia das Mães!


Há mulheres que são especiais.
Em dadas circunstâncias, parecem princesas ou mesmo rainhas, pois encantam, fascinam e mostram ter poderes de tal modo expressivos, diante dos quais dobramos a cerviz.

Há ocasiões em que são como administradoras ou economistas, quando se põem a organizar a vida do lar, seus movimentos e despesas, tudo aquilo que se compra e o que se põe na mesa, para a fruição de todos.

Conseguem, muitas vezes, ajuntar alguma quantia que sobra para momentos mais difíceis.
Quantas vezes se mostram como agentes de disciplina?

Alteiam a voz, como quem dá voz de comando, ordenam, impactam com o tipo de inflexão que utilizam, e põem, dessa maneira, tudo e todos em seus devidos lugares, dentro de casa.

São quais colegas, quais colegiais, variadas vezes.
Envolvem-se com os pequenos, brincam, jogam com eles; riem-se deles e com eles, até o momento justo de estancar a brincadeira.

Mulheres há que se tornam médicas ou enfermeiras, diante das necessidades dos seus filhos.
Acolhem-nos, preparam-lhes poções e chás diversos, e, muitas vezes contrariando as instruções formais, dão-lhes xaropes e pastilhas.
Se enfermos, banham-nos, põem-nos em seus leitos, recobrem-nos, acalentam e vigiam, dias ou noites, dias e noites, até que retornem à saúde.

Mas, dentre essas mulheres incríveis, especiais de verdade, temos aquelas que reúnem todas essas habilidades:
São mestras, são agentes disciplinares; são administradoras e economistas, enfermeiras, psicólogas, são médicas.
São cozinheiras, lavadeiras, artesãs e fiandeiras. Conseguem ser governantas, serviçais e chegam a ser santas.
Essas almas geniais de mulher são alimentadas pelo estranho ideal de sempre entender, de atender e de sempre servir.
São companheiras próximas dos anjos, são servidoras de Deus e mensageiras da vida. São nossas fãs, amigas extremadas para quem nunca há nada impossível, quando se trata de atender-nos, de alegrar-nos, de ajudar-nos.
São mulheres sem igual. Perfumam como flores, são ardentes como a chama e brilham como estrelas.
Nada obstante todos os elogios que lhes possamos dirigir, o que é mais tocante, mais comovente, é saber que uma dessas mulheres, incumbidas por Deus para mudar o mundo, ajudando-o a ser melhor, a ser um campo bom de se viver, tem uma missão particular.

Há uma mulher para quem o Criador entregou a missão de cuidar-me, de fazer-me estudar para entender, de ensinar-me a orar e a crescer, a respeitar a todos e a servir para o bem.
Essa mulher é um encanto em minha vida, e não há ninguém que se lhe assemelhe.
Ao vê-la, meus olhos marejam e bate forte o meu coração. Ela é tal qual mistura de ouro e brilhante...
Ela é, por fim, a luz que torna meu caminho cintilante.
É aquela a quem chamo de minha........

"Mãe....Marlene F. de Oliveira Alves!"

sábado, 25 de abril de 2009

Vamos brindar!!!!


Agradeço por ser a pessoa que sou ...
Agradeço pelas Mensagens, recados, Vídeos,fotos,etc..
Agradeço por minha família linda que tanto amo e admiro,
Agradeço por ter amigos maravilhosos em minha vida,
Agradeço por ter sido guiada pelo caminho do bem sempre,
Agradeço por ser verdadeira sempre com o próximo e a mim mesma,
Agradeço por saber amar muito e não esperar nada em troca,
Agradeço por ser realizada como filha, mãe, esposa e mulher,
Agradeço por eu ser uma pessoa normal com erros e acertos,
Agradeço a Deus e a todos que fazem parte da minha vida
Tanto no real como no virtual por fazerem de mim a pessoa
Mais feliz desse mundo, cada um de vocês estão em meu CORAÇÃO para a vida inteira vocês contribuem muito pra eu
Ser a pessoa que sou alguém muito feliz,
Sou grata a Deus por saber que Ele me escolheu e me fez uma nova criatura e escolheu me AMAR!
Por permitir que pessoas entrem em minha vida como minhas amigas que nunca me abandonaram na hora que mais preciso,mas não vou poder deixar de citar"Rosi,Sarah minha irmã e um presente maravilhoso que tem me levantado com seu carinho e dedicação...Vânia minha amiga Carioca".....como estou chick,né?
E por Deus permitir que "PESSOAS" que foram importantes em minha vida no passado voltassem a fazer parte hoje novamente em meu caminhar e meu coração.

Quero brindar este momento tão importante que é meu aniversário com todos que lerem esta postagem e que fazem parte de minha existência!

Um brinde!

Viva.......mais um Ano em minha vida se inicia!

Parabéns para mim...hehe

Oração de agradecimento a Deus!

Senhor...


Mais um ano de vida completo hoje, Senhor.
E meus olhos voltam-se a Ti,
enquanto meu coração agradece.
Nascer é um milagre. Viver é um milagre.
Dois milagres que vêm de mãos do Senhor
dadas como um mistério.
Eu poderia não ter nascido.
E o mundo continuaria a sua marcha, sem mim.
Mas eu existo. Estou viva. Rodeada pelo calor
humano e pela amizade de tantos corações que me
querem bem: meus pais, meus líderes, meus familiares,
amigos e benfeitores.
Viver é estar a caminho, em busca de uma
constante realização pessoal. Preciso de Tua
benção, Senhor, para crescer, para acertar,
para seguir em frente, com otimismo,
coragem e perseverança.
A vida é uma Liturgia, e meu Ofertório
de hoje é mais um ano de existência.
Obrigada, Senhor, porque eu existo.
Obrigada pela fé que eu tenho e pela
esperança que ilumina minha jornada.
A vida é bela e digna de ser vivida.

Obrigada, Senhor!
Obrigada, Família!!
Obrigada, Amigos!!!

Débora Vasti

sábado, 11 de abril de 2009

Páscoa Cristã


Mais uma vez estamos celebrando uma Festa Especial Cristã - a Páscoa.

A palavra PÁSCOA significa "passagem" para os cristãos, pois revela uma mudança de situação.

Páscoa é a comemoração da saída do povo de Israel da escravidão do Egito.

Começa no décimo quarto dia, à tarde isto é, no princípio de décimo quinto dia de Abide ou Nisã, ou melhor dizendo, o m ês de Abril, com a refeição sacrificial, quando um cordeiro ou um cabrito inteiro era assado e comido pelos membros duma família com ervas amargas e pães ázimos (sem fermento); nessa oportunidade o chefe da família contava a história da redenção do Egito. Os sacrifícios significavam expiação e dedicação; as ervas amargas faziam lembrar da amargura da servidão egípcia; os pães ázimos simbolizavam a pureza (Lev.2:11).

Para os cristãos a Páscoa simboliza a morte vicária (substitutiva, ou seja, Jesus morreu em nosso lugar para nossa redenção) de Cristo, bem como a promessa de ressurreição.

Comemoração:

Ao celebrarmos a Páscoa, não podemos deixar de mencionar alguns aspectos bíblicos e/ou recomendações bíblicas que estabelecem sua prática.

"Este dia vos será por memorial, e o celebrareis como solenidade ao Senhor, nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo"-Êxodo 12: 5,8,14 19 e 20. Isto porque a Páscoa não era uma festa comum. Sua comemoração precisava de um preparo. O Cordeiro devia ser sem defeito, preparado, assado com ervas amargas. Era uma ocasião em que se comia para glória do Senhor. Era um ato de obediência. A Páscoa é um momento em que exteriorizamos nossa alegria, o nosso amor pelo Senhor Jesus que nos amou primeiro, se dando por nós.

Observações para Celebração da Páscoa:

a) Purificação e Santificação - "Porque havia muitos na congregação que não se tinham santificado, pelo que os levitas estavam encarregados de imolar os cordeiros da Páscoa por todo aquele que não estava limpo, para o santificarem ao Senhor"-II Crônicas 30:17 e João 11: 55 - "Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram para Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem". Purificação e santificação da vida são ordens divinas e devem ser observadas por todos os cristãos. É preciso estar limpo para essa celebração. A santificação é algo que está quase em desuso em nossos dias no meio cristão, em face estar a igreja de mãos dadas com o mundo, sofrendo influências maléficas. Você acha estranha a nossa colocação? Então observe as práticas que têm sido adaptadas e inseridas atualmente!

Igualmente, a Palavra de Deus é única, mas têm sido conhecidas muitas doutrinas que estão evidenciadas segundo os interesses de cada denominação. Não podemos esquecer dessas recomendações. - "Portanto, santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor, vosso Deus"- Levítico 20: 7

b) Exclusão do Fermento - "Nela não comerás pão levedado, sete dias, nela comerás pães asmos.......no primeiro dia, nada ficará até pela manhã"- Deuteronômio.16: 3 e 4. O fermento significava impureza. É Verdade que não estamos mais debaixo da Lei, porém o mais importante é a fé de cada um. Deus fala em qualquer época e não podemos questioná-LO.

c) Ofertando ao Senhor - "Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando entrardes na terra, que vos dou, e segardes a sua messe, então trareis um molho das primícias da vossa sega ao sacerdote... É estatuto perpétuo por vossas gerações, em todas as vossas moradas"- Levítico 23: 10, 14. Os israelitas tinham essa prática, trazer uma oferta ao Senhor pela Páscoa. Geralmente naquela época traziam produtos da terra. A oferta voluntária precisava ser praticada; oferta material, e oferta viva (sua própria vida) entregando-se como instrumento nas mãos do Senhor.

Paira ainda no ar uma pergunta: Para nossos dias qual seria o verdadeiro sentido da Páscoa?

A Páscoa tem o sentido de libertação; e o sentido de ressurreição.

Quando celebramos a Páscoa lembramos de várias situações marcantes para o cristianismo: Libertação do povo hebreu do cativeiro; morte e ressurreição de Jesus Cristo, ocorrida há mais de 2.000 anos.
A Páscoa está vinculada em sua origem ao Pessach judeu. É no ambiente de Pessach é que tiveram lugar os acontecimentos salvadores. Os judeus e cristãos ao evocar juntos um fato do passado que faz parte das respectivas tradições: a libertação de Israel da escravidão do Egito pela mão poderosa do Eterno e Poderoso Deus, fazemos também nossa essa libertação e, ao mesmo tempo, expressamos que é tarefa urgente alcançarmos a verdadeira liberdade de outras escravidões, também profundas, que afetam homens e mulheres em nossos dias: o sexismo, a homofobia, a xenofobia, o racismo, a violência, o desrespeito e outras práticas e medos que nos afligem.

Páscoa é liberdade. É uma festa de esperança, confirmação de fé em Deus, na justiça, fé na paz entre as pessoas e na ação de Deus no decorrer da história. Jesus disse que Ele mesmo é a ressurreição e a vida (João 11:25). A ressurreição hoje é também a possibilidade das classes mais pobres sairem de seu flagelo social e ter uma condição digna de sobrevivência e terem as distribuições de recursos de formas mais justas. Mediante esses novo contexto, o homem terá condição de encarar e entender a Páscoa como libertação e ressurreição como início de uma nova caminhada em direção a uma vida santa e segundo o coração de Deus.

Felíz Pascoa!!!

E Lembrem-se"A Paixão de Cristo é VOCÊ"

sexta-feira, 13 de março de 2009

Cantares-um livro de amor,sexo e poesias

Cantares de Salomão foi escrito por alguém que amava e era amado. Ao longo da história do cristianismo, despertou muitas controvérsias. Alguns não acreditavam que o livro não era inspirado e portanto, não poderia fazer parte do Livro Sagrado. Hoje, Cantares de Salomão esta sendo redescoberto pelos estudiosos da Palavra de Deus. O livro fala de amor, companheirismo, sexo, romance e poesia. A leitura do artigo a seguir fará bem ao seu casamento.

É verdade. Cantares é um livro de poesia de amor. Não amor platônico, mas de ardente amor sensual. Belíssimo livro e belíssimas poesias, que podem inspirar o relacionamento entre o homem e a mulher cristãs em sua expressão de amor. Podem – e devem inspirá-los. Que bom seria se às vésperas das núpcias, os casais estudassem Cantares: de delícias! Que alegrias! Que harmonia! Ó, Deus, como nos ama tanto!

Uma lição importante desse livrinho de amor, encontra-se no seguinte trecho (Ct 1,15-2,3):

O amado fala para a amada

1,15a Eis que és bela, amada minha, eis que és bela!

1,15bTeus olhos, pombas...

A amada fala para o amado

1,16a Eis que és belo, meu amor!

1,16b Tão atraente és, quanto viçoso é nosso leito...

O amado declama

1,17a As vigas de nossas casas, cedros;

1,17b nosso teto, ciprestes!

A amada declama

2,1 Eu, um narciso de Saron, uma açucena do vale!

O amado declara

2,2a Como uma açucena entre os espinhos,

2,2b assim é minha amada entre as jovens...

A amada declara

2,3a Como macieira entre as árvores do bosque,

2,3b assim é meu amor entre os jovens...

2,3c Em sua sombra eu suspirei e me assentei,

2,3d E seu fruto é doce ao paladar...

Que cena belíssima! O ambiente é poético e construído com descrições tiradas aos bosques (cedros, ciprestes) e aos jardins (narciso, açucena) – os dois amados estão sob os cedros e ciprestes, entre flores e puro viço vegetal (leito viçoso). Quem sabe cantam os pássaros (1,15b)? Talvez estejam deitados na relva (leito viçoso), e tenham momentos de se olhar nos olhos (teus olhos, [são] pombas). Certamente, amam-se (2,3d). É, portanto, um poema de amor ambientado na flora – é entre cedros, ciprestes, narcisos e açucenas que a poesia os flagra em amar um ao outro. Os cedros servem-lhes de casas, os ciprestes são seu teto. A relva é seu leito. Flores e árvores, seus companheiros... Mas estão sós, entregues ao amor que sentem um pelo outro. E há muita ternura em meio ao desejo que experimentam. É assim que Storniolo e Balancin traduzem a referência às pombas (1,15), considerando, ainda, que “terminada a relação íntima, resta a ternura que prolonga serena e seguramente a relação amorosa”, numa referência a Ct 2,6.

Esse trecho lembra muito Ct 7,11-14, onde o ambiente é também a flora, cujos efeitos afrodisíacos encantam a amada e cujo tema é o desejo. Em Ct 1,15-2,3, a flora também serve de cenário para o encontro dos amados, e seu amor se derrama em gestos e palavras. Podemos simplesmente nos deixar tomar pela poesia e assim nos inebriarmos também nós desse amor sublime; mas também podemos observar que relações pode haver entre casas que são cedros e teto que são ciprestes e as declarações de amor e fidelidade que trocam entre si e declaram à flora que os cerca. Bem, na verdade uma coisa não prescinde da outra...

Tomemos as expressões cedros e ciprestes como mais do que apenas um motivo poético. Se nos perguntarmos sobre que sensações o amado deixa extravasar quando declama, e recorre à figura dos cedros e dos ciprestes, de que sensações poderemos falar senão, já, de segurança? A poesia os flagra trocando juras de amor e declarando fidelidade – há razões para nos surpreendermos com a constatação de que a sensação que invade os amantes é a segurança que amor e fidelidade geram? Também a amada declama ser um narciso e uma açucena (em hebraico, ambas as palavras são femininas). É uma sensação de completa harmonia com a flora, com a vida, com a história, que somente o amor e a fidelidade traduzem na forma de segurança.

A sensação de segurança gerada pelo amor

Que trocam juras de amor penso estar claro. Os versos 1,15 e 16 são um diálogo. O amado fala para a amada e a amada fala para o amado. O que falam? Trocam palavras de elogio – ele a acha bela, e ela o acha belo. Ela ainda lhe diz ser atraente, e que seu leito é viçoso (não esqueçamos que o poema coloca os amantes num cenário misto de bosque e jardim, com árvores e flores por toda parte). Perceba o leitor que quando falam assim um para o outro, estão se olhando nos olhos: o amado, dizendo que ela é bela, continua: “teus olhos, [são] pombas...” – ele está olhando dentro dos olhos dela. Se estão deitados, não sabemos; sentados de joelhos, um frente ao outro? Não sabemos – mas se olham, isso é certo! Se falam, isso é fato... fato poético, mas fato.

Some o leitor essas palavras dos versos 15 e 16: amada, bela, olhos, pombas, amado, belo, atraente, leito viçoso – o que construímos? Um encontro de amor! Nossos enamorados estão vivendo um momento de amor. As sensações que invadem o amado dirigem seus olhos para os olhos da amada, e, quando se encontram seus olhos, ele suspira: “_ Bela!”. Quem resiste ao amor? Quem não se entrega a essa força tremenda, dádiva de Deus e bênção divina? Não o amado... O amado se entrega ao amor, entregando-se à amada...

Sim, o amado deixa-se fundir ao ambiente, porque as sensações do amor são mágicas e geram harmonia ao redor de si. Stadelmann, por exemplo, descreve os versos 2,1-3 em termos de harmonização de sensações e emoções[1]. Não admira que a estrofe de 1,17 transforme os cedros em casas e os ciprestes no teto dos amantes, porque há uma fusão de sensações, e as personagens fundem-se com o cenário em autêntica harmonia poética. É por essa mesma razão – por ser tomada de plenas sensações de amor, que a amada se sente em perfeita harmonia com as flores que circundam seu leito floral. Ela mesma é uma delas (2,1). O lugar onde estão serve de motivo para falar de suas sensações – e suas sensações são segurança e poesia, a segurança do amor, a poesia do desejo e da ternura.

Repare o leitor que não se trata de sentimento que o amado guarde para si, e que a amada oculte em seu peito – não! Ele se declara para ela, ela se declara para ele. Isso é cedro, isso é cipreste: olhar nos olhos da amada, olhar nos olhos do amado, e falar, declarar, trocar juras – diariamente! Não há vendaval que abale um romance assim – de olhos e palavras, atração e romance, desejo e amor... Maravilhosas Escrituras que nos guardaram esse poema! O casamento transforma-se em perfeita harmonia, se a poesia do amor compõe seus versos diariamente... Se os leitores permitirem a citação de dois versos de Diariamente, poema de Nando Reis cantado por Marisa Monte, poderia ilustrar o que venho de dizer, acrescentando assim:

“Para o beijo da moça: paladar (...)

para os dias de folga: namorado (...)

para você o que você gosta: diariamente”

Ah, amados: precisamos construir um leito viçoso desses em nosso romance (1,17b). Se somos casados, pernoitemos entre as alfenas (7,12) e aspiremos o perfume das mandrágoras (7,14), olhemos nos olhos de nossa amada (1,15), de nosso amado, troquemos juras de amor (1,15a.16a), compartilhemos elogios, colecionemos palavras e gestos em caixinhas frágeis como o coração que ama, e permitamos que a dádiva do amor e a bênção do desejo e da ternura cumpram sua vocação no Éden conjugal. Se somos namorados – ou estamos ainda à busca do sonho, plantemos nossos ciprestes, semeemos nossas açucenas – cultivemos nosso jardim: quando chegar a hora, que colhamos de seu fruto, e que beijemos suas pétalas de veludo... diariamente.

Oh, Deus, como te amamos!

A sensação de segurança gerada pela fidelidade

Mas que dizer dos versos 2,1-3? Acrescentarão qualidade ao verso 17? Oh, sim, e quanta! – e mais do que isso, também traduzem plena satisfação pessoal proporcionada pelo romance.

Há um crescendo de sensações à medida que o poema avança. Nos versos 15-16, estão ambos plenamente presentes. Trocam elogios de beleza e amor, olhando-se nos olhos. Mas o amor é poderoso, e Deus o fez de tal forma que se torna maior do que o amado, maior do que a amada, maior do que os dois juntos. Assim tomados pelo amor, o amado apela para a flora, para poder expressar-se, porque a consciência a razão tornam-se inadequados – só a metáfora ainda serve para declamar as sensações que os invadem: os cedros, os ciprestes, o narciso, as açucenas (1,17-2,1). O ambiente floral os toma a eles, e o amor torna-se poesia. Sentimento puro é pura poesia – quanto mais sentimento tornado toque físico e sensação humana de amor! Não deixemos escapar que depois dos olhos (1,15) surge o leito (1,17), se já não é no leito que se olham, sem pudores... Oh, Deus, como o amado pode expressar tudo quanto experimenta se não recorre à poesia?! E que resta à amada senão tomar-se a si por uma açucena do vale, entregue ao vento?! Do desejo, saltam à poesia; do diálogo, à declamação. Mas é com os versos 2,2-3 que chegam ao auge das sensações, e o que era diálogo e se tornara declamação, converte-se agora numa declaração vigorosa de fidelidade: (Eu [sou] do meu amado, Ct 7,11). Os amados se bastam, mutuamente...

Que se trata de juras de fidelidade parece mais do que claro: o amado tem na sua amada a figura da açucena, que ela mesma usara em sua declamação (2,1). Se a amada é uma açucena, declara o amado, então todas as demais jovens são como espinhos! Comparada a ela, as outras jovens não são de se tocar ou cheirar, sequer são belas. O amado só tem olhos para a sua açucena – e as jovens não lhe podem mais roubar o coração, porque a amada já o roubou (4,9). Parece que o amado declara seu voto de fidelidade para que todos ouçam, e onde quer que esteja, todos saibam que ele é dela.

E que tem ela a gritar para que todos ouçam? Que os demais jovens, se comparados a seu amado, são como árvores do bosque comparadas à macieira – não têm frutos a dar, enquanto que o fruto do amado, ah, esse lhe é dulcíssimo à língua... Quem ouve a amada falando assim, pode reconhecer que o que ela diz em 7,11 é verdadeiro: eu sou do meu amado. Perceba-se que não é ela quem exige fidelidade dele, nem ele dela. Ele é que se sente invadido pela sensação da fidelidade – deseja-a tanto, ama-a tanto, que não concebe nenhuma outra palavra senão esta: quero só você, amor! Também não é ele quem exige dela fidelidade – é também ela que, tomada pelas mesmas sensações, suspira tanto pelo amado, quer-lhe tanto que não lhe passa pela cabeça, cabeça? não, não lhe passa pelos poros do corpo inteiro nada que não a declaração de fidelidade: eu sou do meu amado.

Amor e fidelidade – jardim que se deve aguar todos os dias

Como se pode amar tanto e ser tão fiel? Como manter as mesmas sensações do amado pela amada, e da amada pelo amado? É possível que também nós nos movamos nesse jardim e namoremos nesse bosque? Penso que sim.

É verdade que as sensações do poema são sensações extremas: trata-se, afinal de contas, de um encontro de amor, e as sensações de um encontro de amor, nós o sabemos, não são as mesmas de uma conversa sobre os filhos e como passamos o dia, antes de dormir, depois de um dia de cansativo trabalho: a vida não é o tempo todo pura poesia. Mas o amor é o mesmo e a fidelidade também. Haverá momentos em que experimentaremos essas mesmas sensações que as Escrituras homologam como saudáveis e boas, impressas em nosso corpo de barro pelo sopro de Yahweh ‘Elohim (Gn 2,7). Sim, o desejo e as sensações de amor que o acompanham estavam naquele sopro – são pois uma centelha divina, boníssima, de que não devemos nos envergonhar nem tratar com menosprezo. Antes, render muitos agradecimentos ao Pai pelo dom do amor conjugal – causa de muito prazer e harmonia – segurança, portanto, e pura ternura para marido e mulher.

O segredo é tornar todos os dias num jardim, e todas as tardes num bosque... diariamente. Se não quisermos manter a linguagem poética, diria que o segredo é o voto de amor e de fidelidade, diariamente renovados. Devemos renovar todos os dias, os votos de amor e de fidelidade. Todos os dias, dizer a nós mesmos que amamos nossa amada ou nosso amado. Todos os dias, dizer a ela ou a ele que estamos repletos de amor e nos rendemos. Todos os dias, declarar ao mundo que nos cerca que somos fiéis – que somos dela, somos dele, somos do amor que nos conquistou, que nos roubou o coração, e não tem jeito.

Homens, homens – se temos olhos, fixemos esses olhos nos olhos de nossas amadas. Olhos que muito saltitam aqui e ali se esquecem de renovar seus votos, e os espinhos, que espinhos eram, tornam-se agradabilíssimas flores fresquíssimas, cheirosas, apetitosas, e lá se vai o amor que um dia experimentamos... e lá se vai casamento vale abaixo... Homens, homens, olhem para suas esposas, nos olhos delas (1,15b), e falem para elas que as amam (1,15a), e que suas casas são cedros, e que o teto de vocês são ciprestes (1,17), que ela é bela e seus olhos, pombas... Falem com suas esposas, maridos: tenham certeza de que elas gostam muito disso. Falem: e ouvirão a amada, suspirando – eu sou do meu amado!

Mulheres, mulheres, tratem bem de seu leito, mantendo-o viçoso (1,16b). Não sintam vergonha de olhar para seu marido e confessar aos 30 anos, aos 40, aos 50, aos 60... que ele a atrai (1,16b) e que você está viva!, e que se sente tomada de ternura e de desejo. Fale para ele que ama e que o ama (1,16a) e não se sinta menos cristã porque gosta dos beijos de sua boca (1,2). Permita-se viver ao lado de seu marido, e sinta plenamente o vigor com que Deus brindou vocês, mulheres maravilhosas, que fazem de nós homens pequenos-bobos de amor, e tolos poetas, que poesia não fazemos. Calamos de amor... é o amor quem declama.

Façamos nossas juras de amor diariamente, e renovemos todos os dias nosso votos de fidelidade. A harmonia conjugal será tão grande, que de nosso lábios brotará o louvor: “_ Oh, Deus maravilhosíssimo. Quem é como tu?”.